Subprefeituras de SP: o que a população sabe sobre elas?

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A palavra “subprefeitura” é familiar para a dona de casa Terezinha Pereira da Silva, 57, moradora do bairro José Bonifácio, em Itaquera, na zona leste da capital. Em toda a cidade de São Paulo existem 32 subprefeituras, que funcionam (ou deveriam) como o canal mais próximo e direto com a população local. Descentralizados da Prefeitura,…

A palavra “subprefeitura” é familiar para a dona de casa Terezinha Pereira da Silva, 57, moradora do bairro José Bonifácio, em Itaquera, na zona leste da capital. Em toda a cidade de São Paulo existem 32 subprefeituras, que funcionam (ou deveriam) como o canal mais próximo e direto com a população local.

Descentralizados da Prefeitura, esses pequenos “municípios” têm o papel de zelar pelo bairro a partir de ações voltadas a serviços e obras, que vão desde limpar a praça e podar árvores até mesmo realizar pequenas obras ou fiscalizar estabelecimentos do bairro.

Assim como muitos moradores, Terezinha assume que não conhece a subprefeitura do atual bairro. “Sabia onde era no meu antigo bairro, lá na Cidade Tiradentes, embora nunca tenha precisado ir nela para uma necessidade pessoal”, explica a dona de casa.

Além de solicitar alvarás e certificados, a população pode se dirigir a sua subprefeitura para pedir a revitalização de uma passagem subterrânea ou solicitar a limpeza de um corrégo.

O distrito de José Bonifácio, onde mora Terezinha, junto aos de Itaquera, Cidade Líder e Parque do Carmo, abrigam, juntos, mais de 520 mil pessoas e são administrados pela Subprefeitura de Itaquera, de acordo com os dados mais recentes da Coordenação de Subprefeituras.

A região é uma das mais populosas da cidade, atrás apenas da região do Campo Limpo, na zona sul, que registra 650 mil habitantes, que vivem nos distrito do Campo Limpo, Capão Redondo e Vila Andrade.

Vizinho da Subprefeitura do Campo Limpo, o professor de inglês Joseph Gonzaga, 33, morador do Jardim Germânia, afirma que nunca pisou no órgão administrativo. “Não me lembro de ter precisado ir à subprefeitura. Com certeza, devo ter vivenciado alguma situação na qual fosse necessário recorrer a ela, mas acabei não indo. Em geral, as pessoas vêm problemas no bairro, mas não vão porque às vezes falta tempo ou simplesmente não sabem para o que servem”, revela.

É o que também aponta a analista de operações Ana Cassia de Almeida, 25, moradora de Guaianases, na zona leste da capital. “A subprefeitura existe para atender a população, mas se as pessoas não têm conhecimento do que ela faz, não conseguem reivindicar os seus direitos”, afirma.

Ana Cassia é uma entre os mais de 160 mil moradores que vivem no distrito de Guaianases, que somado ao de Lajeado, ambos sob administração da Subprefeitura de Guaianases, contabilizam mais de 260 mil moradores. A região possui uma população maior que a do município de Araraquara, no interior da capital, que não ultrapassa 220 mil habitantes.

Sabia onde era no meu antigo bairro, lá na Cidade Tiradentes, embora nunca tenha precisado ir nela para uma necessidade pessoal.

A caçula

As subprefeituras são regidas pela lei nº 13. 999, de 1º de Agosto de 2002, que estabelece a criação, estrutura e atribuições das sedes. Cada subprefeitura é administrada por um subprefeito, indicado pela Prefeitura, que gerencia e controla os assuntos municipais em âmbito local.

Na cidade de São Paulo, a unidade é a mais nova a ser criada, com funcionamento a partir de 2013, foi a Subprefeitura de Sapopemba, que tem capacidade para atender às demandas de até 500 pessoas, todos os dias.

O distrito de Sapopemba, onde fica a Subprefeitura homônima, possui 51 bairros, dentre eles Jardim Ângela, Jardim Sapopemba e Parque Santa Madalena. Ao todo, vivem na região 300 mil moradores, de acordo com a página do órgão, que dispõe informações detalhadas sobre as ações e os programas, compras públicas e até contratos, convênios e parcerias.