Especial: informações nos pontos de ônibus são raridade em algumas regiões

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Promulgada em 2014 pelo prefeito Fernando Haddad (PT), a Lei 15.962 determina que os pontos de ônibus paulistanos disponibilizem informações sobre o transporte para os passageiros. Porém, ela não vem sendo cumprida em toda a cidade. Em alguns lugares, os antigos pontos sequer foram substituídos. O 32xSP percorreu subprefeituras de quatro regiões da capital paulista…

Promulgada em 2014 pelo prefeito Fernando Haddad (PT), a Lei 15.962 determina que os pontos de ônibus paulistanos disponibilizem informações sobre o transporte para os passageiros. Porém, ela não vem sendo cumprida em toda a cidade. Em alguns lugares, os antigos pontos sequer foram substituídos.

O 32xSP percorreu subprefeituras de quatro regiões da capital paulista e verificou que em vias do centro expandido, área localizada ao redor do centro histórico, e delimitada pelo chamado minianel viário composto pelas marginais Tietê e Pinheiros, mais as avenidas Salim Farah Maluf, Afonso d’Escragnolle Taunay, Bandeirantes, Juntas Provisórias, Presidente Tancredo Neves, Luís Inácio de Anhaia Melo e o Complexo Viário Maria Maluf, há mais pontos com informativos do que na periferia. Além disso, boa parte desses pontos possui o QR-code, código que traz informações e pode ser lido por meio de um celular.

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Em março deste ano, uma carta assinada por 158 organizações da sociedade civil, incluindo a Rede Nossa São Paulo, foi encaminhada ao prefeito e ao secretário municipal de Transportes, Jilmar Tatto. O documento reivindica que as informações sobre as linhas que passam pelo local e o roteiro de cada uma delas sejam colocadas em todos os pontos de ônibus da cidade de São Paulo, no menor prazo possível. E que estas informações sejam disponibilizadas também em formatos acessíveis e inclusivos. De acordo com a carta, em outras cidades do mundo estas informações estão disponíveis aos cidadãos há muitos anos. “São medidas simples, que trariam enorme benefício aos cidadãos, e uma demonstração de respeito aos usuários do transporte público”, conclui o texto.

A assessoria de comunicação da SPObras informou por e-mail que a instalação dos adesivos indicativos nos pontos de ônibus acontece desde janeiro de 2013 e que essa implantação é feita diariamente por uma equipe da concessionária. “Por conta do alto índice de vandalismo e depredação, pode acontecer de alguns totens ficarem sem o adesivo momentaneamente. Esses adesivos já estão presentes em 6.100 paradas de ônibus. Toda semana uma média de 15% dos pontos de ônibus são vandalizados e têm seus adesivos arrancados. Manutenções e vistorias são feitas periodicamente nas estruturas.”

O prazo final do contrato da Prefeitura de São Paulo com a empresa Otima, responsável pela substituição dos abrigos de ônibus, era 2015. A cidade possui 6.500 pontos, que deveriam ter sido trocados na sua totalidade, o que não ocorreu até o momento.

*Foto: Rafael Carneiro