Especial: pontos de ônibus em Taipas ainda são identificados com postes de madeira

Publicado em Categorias Comunicação, Mobilidade, Pirituba/JaraguáTags , ,

Um desses pontos, inclusive, é um dos mais movimentados da região e é conhecido como “ponto da Reginela”.

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Longe da modernização dos novos pontos de ônibus espalhados pela capital, com adesivos que detalham a circulação de linhas, incluindo QR-codes – código para obter informações online –, a maioria dos pontos de ônibus em Taipas, região norte da capital, passaria despercebida por usuários.

Muitos pontos ainda são simples postes de madeira e não contam com cobertura aos passageiros. Um deles, inclusive, é um dos mais movimentados da região, conhecido como “ponto da Reginela”. O nome se refere a uma antiga padaria localizada na Estrada de Taipas, via de muito tráfego e acesso a importantes vias como avenida Raimundo Pereira de Magalhães e ao Rodoanel.

O outro sentido da via até conta com o novo ponto, com cobertura e assento. Porém, não há adesivos com identificação das linhas, tampouco QR-code. No lugar, há marcas de vandalismo e muitos anúncios colados no ponto, como venda de imóveis e planos de saúde.

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A reportagem do 32xSP percorreu (de transporte público) toda a extensão da subprefeitura de Pirituba/Jaraguá, para identificar os pontos de ônibus com o novo adesivo instalado pela Prefeitura. O diagnóstico foi o mesmo encontrado no ponto inicial: ora postes de madeira, ora pontos cobertos (com estrutura metálica e cobertura de vidro). Porém nenhum deles com os novos adesivos de identificação.

As exceções

As únicas exceções foram dois pontos de ônibus na avenida Raimundo Pereira da Magalhães, ambos próximos ao novo Cantareira Norte Shopping. O primeiro deles está localizado exatamente no bairro Parada de Taipas. Contudo, o informativo de linhas estava rasgado nos cantos, justamente onde fica impresso o QR-code.

O mesmo problema ocorre com o outro ponto onde foi encontrado o adesivo, na altura do número 9000, da mesma avenida. O local é próximo a um conjunto habitacional do Estado, o CDHU, e o adesivo também estava rasgado nas laterais.

Rasgados ou não, os informativos pareciam não fazer diferença na rotina de quem mora no bairro. Perguntado sobre a nova ferramenta, o vendedor Márcio Maria da Silva, 27, diz só ter recorrido a ferramentas de itinerário online quando se perdeu em outro bairro. “Como a gente mora aqui, a gente sabe quais linhas passam aqui e nas ruas do entorno”, explica.

Caso algum usuário de transporte público queira saber sobre itinerários em Taipas, Silva recomenda “se informar com alguém que more aqui no bairro”. Em outras palavras, o bom e velho “boca a boca”.

*Foto: Jessica Costa