Ciclista assaltada em agosto alerta que falta policiamento na av. Sumaré

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A relações públicas Thaís Gramani Serra, 27, foi agredida e assaltada no dia 10 de agosto, quando voltava do trabalho pela ciclovia da avenida Sumaré, zona oeste de São Paulo. Era por volta das 20h quando passou por um pedestre que a atingiu com uma pancada usando uma arma. Desmaiada e levada para o hospital, a ciclista recebeu pontos nos ferimentos e ficou duas semanas afastada do emprego. “A parte física já melhorou muito. Já tirei os pontos, mas a parte psicológica está abalada”, diz a jovem, que pretende voltar a pedalar em breve. Dois meses atrás ela já havia sofrido uma tentativa de roubo na mesma ciclovia.

Thaís também comenta que falta polícia em boa parte da região. “Passo por ali há nove meses e nunca vi policiamento. Só perto do estádio Allianz Parque”. Para ela, o policiamento é uma medida de curto prazo para evitar roubos. A relações públicas acredita que para conter a violência de modo efetivo é preciso dar atenção aos problemas de base, como educação, cultura e saúde. “Ninguém nunca olha para esses problemas”, completa.

Em nota, a Polícia Militar informou que aumentou o policiamento na avenida Sumaré, principalmente na ciclovia, e que o local já faz parte do CPP (Cartão de Prioridade de Policiamento) das viaturas por aparecer nas estatísticas da entidade como local propício a assaltos. Outra questão a ser levantada é a iluminação do local que existe, mas costuma ser ofuscada pelas copas das árvores. O 32xSP contatou a Subprefeitura da Lapa para saber qual a periodicidade da poda da vegetação e como resposta obteve que “a avenida Sumaré já foi incluída na programação dos serviços de poda deste mês. As intervenções serão realizadas no canteiro central durante os finais de semana devido à grande circulação de pessoas e veículos na via.”

A subprefeitura ainda informou que em maio deste ano, ela já havia realizado serviços de poda em seis árvores no canteiro central da avenida e que além disso, o órgão mantém rotineiramente ações de zeladoria na área.

A pesquisa do IRBEM 2016 (Indicadores de Bem estar no Município), realizada pela Rede Nossa São Paulo e Ibope Inteligência, aponta no tópico sobre sensação de segurança em São Paulo, que a violência, em geral, e os assaltos são os pontos que mais amedrontam a população. As terceira e quarta posições são ocupadas respectivamente por tráfico de drogas e sair à noite. Já quando o questionamento é sobre quais ações e medidas são importantes para diminuir a violência, as respostas que se destacam nas cinco primeiras posições são: combater a corrupção na polícia e nos presídios, aumentar o número de policiais nas ruas, investir em educação de qualidade para jovens de baixa renda, criar oportunidades de trabalho para jovens de baixa renda e diminuir a desigualdade entre as regiões ricas e pobres. No levantamento do ano anterior a diminuição da desigualdade estava na 7ª posição. Já acabar com a violência policial aparece no 9ª lugar nos relatórios de 2015 e 2016.

Dados compilados pela Rede Nossa São Paulo entre 2005 e 2014 ainda indicam que o número total de roubos neste período aumentou 33,5% em toda a cidade de São Paulo. Sendo que a população da capital teve apenas 5,2% de aumento no período destacado.