‘As mulheres têm que tomar posse do que lhes é oferecido’, diz candidata a conselho

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O mês de dezembro teve início com a eleição das novas conselheiras para o Conselho Municipal de Políticas para Mulheres (CMPM). As votações ocorreram no último domingo, 4, para a escolha das 50 representantes que vão controlar e formular ações e políticas públicas que integrem todas as mulheres da cidade de São Paulo. Uma das…

O mês de dezembro teve início com a eleição das novas conselheiras para o Conselho Municipal de Políticas para Mulheres (CMPM). As votações ocorreram no último domingo, 4, para a escolha das 50 representantes que vão controlar e formular ações e políticas públicas que integrem todas as mulheres da cidade de São Paulo.

Uma das candidatas foi Erica Alice Ribeiro, 35, professora de inglês e moradora de Taipas, na zona norte da capital. “Me inscrevi por ter ideais de igualdade, fraternidade e liberdade. As mulheres têm de tomar posse do que lhes é oferecido, mas com sabedoria e conhecimento”, afirma.

O resultado será divulgado até o fim desta semana. O conselho foi criado pela Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres e atua de maneira autônoma, consultiva e deliberativa. As conselheiras eleitas terão mandato de dois anos e é permitida uma reeleição.

Segundo a pasta, o órgão busca dar “continuidade às políticas públicas, projetos e ações que promovem a igualdade de gênero e os direitos e a cidadania das mulheres em todo o município de SP, por meio da efetiva construção em conjunto com a sociedade civil”.

Para isso, o CMPM segue a seguinte composição: 25 representantes do poder público municipal, escolhidas pela prefeitura, e 25 da sociedade civil, escolhidas por voto direto em eleição. Já outras 15 representam entidades, organizações e movimentos com atuação comprovada na temática de gênero e políticas para as mulheres e 10 representantes de todas as regiões da cidade, sendo duas da zona norte, três da zona sul, três da zona leste, uma da zona oeste e uma do centro.

Para Erica Alice, que também atua como educadora social, é preciso “honrar o legado de nossas mães, tias e avós da melhor maneira possível”. Ela conta que não teve tempo hábil para fazer a própria divulgação. “Valeu a experiência, foi interessante. Se eu ganhar, ficarei muito contente”, diz.

Na eleição para o conselho, puderam votar mulheres a partir de 16 anos, moradoras e eleitoras na cidade de São Paulo, imigrantes e transexuais.

De acordo com os dados mais recentes do Observatório Cidadão, a população de mulheres em São Paulo é de 5.984.700. Quanto à questão de gênero, os números mostram que houve uma queda brusca no quesito “agressão a mulheres”, despencando de 16.870 casos, em 2014, para 2.930, em 2015. O levantamento avalia o número de internações de mulheres de 20 a 59 anos por causas relacionadas a possíveis agressões.

Já em relação ao número de mulheres empregadas no governo municipal, em 2013 havia pouco mais de 97 mil postos de trabalho frente à cerca de 135 mil funcionário do município.

 

Foto: Agência Brasil