C. do Socorro exige metas que incluam regularização de moradias e nova regional

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Na tarde de ontem (8) aconteceram 32 audiências regionais para que a população pudesse propor ideias para o Plano de Metas (2017-2020). Na Capela do Socorro, as questões mais abordadas entre os que falaram ao microfone foram a regularização fundiária de diversos bairros do Grajaú, além da criação de uma prefeitura regional somente para este distrito.

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Na tarde de ontem (8) aconteceram 32 audiências regionais para que a população pudesse propor ideias para o Plano de Metas (2017-2020). Na Capela do Socorro, as questões mais abordadas entre os que falaram ao microfone foram a regularização fundiária de diversos bairros do Grajaú, além da criação de uma prefeitura regional somente para este distrito.

O evento reuniu 100 pessoas no teatro do CEU (Centro Educacional Unificado) Vila Rubi, localizado na Cidade Dutra, um dos três distritos da Capela do Socorro. Ao todo, 25 tiveram o direito de ir ao palco para falar sobre propostas. O restante do público pôde escrever as ideias numa ficha de papel ou direto nos computadores disponibilizados.

Leia as reportagens do Especial Plano de Metas 2017-2020

“Nós precisamos de uma prefeitura regional para o Grajaú”, pediu Diogo Cardoso, integrante do Conseg Jardim Mirna (Conselho Comunitário de Segurança Pública)”, que também defendeu a construção de mais CCAs (Centros de Convivência para Crianças e Adolescentes). “No Plano de Metas não tem nada sobre implantação de CCA”, reclamou.

O fato de todas as audiências acontecerem no mesmo dia e horário impediu que muita gente pudesse participar de mais de uma. É o caso do integrante do coletivo Bike Zona Sul, Paulo Alves, 32. Alves mora no Parque Guarapiranga há pouco tempo, bairro da prefeitura regional M’Boi Mirim, mas participou da audiência da Capela do Socorro. Ele morou por mais de 20 anos no Grajaú e ainda frequenta bastante o lugar. “Se as audiências fossem em dias diferentes, eu participaria no M’Boi também”, afirmou Alves, que reivindicou metas para mobilidade cicloviária e por transporte público.

O integrante do Bike Zona Sul também criticou a falta de especificidades na primeira versão das metas da gestão do prefeito João Doria (PSDB). “O Plano de Metas está muito vazio e não contempla algo concreto. Por exemplo, não dizem quantos corredores de ônibus vão fazer. Ciclovias a mesma coisa.”

A fisioterapeuta e moradora do Grajaú, Francineide Veloso, 37, é outra participante da audiência que acredita que o Plano apresenta propostas vagas. “Está muito vazio. Vamos ver o que vai acontecer e estar sempre nas audiências cobrando”, finaliza.

Após as falas dos munícipes, o vereador Ricardo Nunes (PMDB), 49, encerrou o evento falando da importância das audiências públicas de orçamento. “As audiências públicas de orçamento são muito importantes. Tudo o foi dito aqui depende de recursos. Se a gente melhorar o orçamento da região, as coisas se desenvolvem”. O vereador ainda disse que uma das grandes necessidades da região é em relação às creches.

A primeira versão do Plano de Metas foi apresentada no dia 30 de março e durante um mês a população pode registrar as suas sugestões. Veja aqui como. No próximo dia 24 de abril haverá a última audiência pública geral, que acontecerá na Câmara Municipal, às 15h. Em maio, o Plano de Metas deve ser revisto e no dia 30 de junho deve ser entregue a sua versão final.

Erros nos endereços das audiências públicas

O Planeja Sampa, site oficial da prefeitura específico para as metas, indicava que a audiência pública da Capela do Socorro aconteceria no CEU Cidade Dutra. Todavia, a página da Secretaria Municipal de Gestão anunciava que o evento seria no CEU Vila Rubi. Parelheiros e Sé também apresentavam localizações diferentes nos dois sites. Já Pinheiros estava com o endereço errado.

Você ainda pode enviar sugestões ao Plano de Metas. Veja aqui como.

 

Foto: André Bueno/ Flickr