Moradores do Capão Redondo gastam até 2h para chegar a hospital mais próximo

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A locomoção até o Hospital Municipal do Campo Limpo, na zona sul de São Paulo, para realizar um exame ou passar por uma consulta médica não é uma tarefa fácil para quem mora no distrito do Capão Redondo. Esse deslocamento de aproximadamente 6 km até o hospital mais próximo da região chega a ser de duas horas. A reportagem do 32xSP esteve no local no dia 24 de maio e constatou que muitos moradores saem de casa com bastante antecedência com medo de chegar atrasado e perder a consulta agendada há meses.

A locomoção até o Hospital Municipal do Campo Limpo, na zona sul de São Paulo, para realizar um exame ou passar por uma consulta médica não é uma tarefa fácil para quem mora no distrito do Capão Redondo. Esse deslocamento de aproximadamente 6 km até o hospital mais próximo da região chega a ser de duas horas. A reportagem do 32xSP esteve no local no dia 24 de maio e constatou que muitos moradores saem de casa com bastante antecedência com medo de chegar atrasado e perder a consulta agendada há meses.

A dona de casa, Maria Luzia Santos Oliveira, 63, por exemplo, demorou uma hora e 30 minutos de sua residência, no bairro Jardim Caiçara, até o hospital para fazer um exame de ultrassom. “Tem vezes que saio de casa duas horas mais cedo, pois se eu chegar atrasada, não sou mais atendida. E o pior, eu sou obrigada a marcar uma nova consulta, que sabe lá quando será”, diz Maria.

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“Você praticamente perde o dia todo quando tem uma consulta médica. O hospital é distante, sempre tem um trânsito terrível de manhã e, quando chega aqui, você fica mais de cinco horas esperando para ser atendido. É complicado”, reclama a manicure Elaine da Silva, 39.

O motoboy, Izidrio dos Santos, 57, que chegou ao hospital às 6h30 para uma consulta marcada às 10h, prefere sair de madrugada de sua casa, em Paraisópolis, no distrito da Vila Andrade. Ele prefere ir ao Hospital do Campo Limpo por ser uma referência na questão de atendimento. “Aqui você fica horas esperando, mas é bem atendido”, completa Santos.

Já Vagner Tadeu do Nascimento, 35, levou 40 minutos para chegar ao pronto-socorro anexo ao hospital. “Vim aqui hoje só por uma questão de urgência, para tratar de uma hérnia de disco, mas na maioria das vezes que preciso de atendimento médico, recorro aos postos de saúde que ficam mais próximos de casa”, conta Nascimento.

De acordo com a pesquisa IRBEM (Indicadores de Referência de Bem-Estar no Município), realizada pela Rede Nossa São Paulo e pelo Ibope, divulgada em janeiro deste ano, a nota média de satisfação da população que vive na zona sul de São Paulo em relação à proximidade dos hospitais é de 4,1. Na chamada região Sul 2, que abrange as prefeituras regionais de Campo Limpo, M’Boi Mirim, Parelheiros, Capela do Socorro e Cidade Ademar, a avaliação foi de 3,7 – a pior nota em relação às outras regiões da cidade. A Sul 1 teve uma avaliação de 4.8. A escala vai de 0 a 10.

 

Foto: Dalton Assis