Em Itaquera, planetário volta a proporcionar viagens pelo espaço

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Era uma tarde de terça-feira quando as amigas Caroline Nascimento, 20, e Indira Facho, 22, resolveram fazer um passeio diferente: uma viagem ao espaço, mas sem precisar embarcar em um foguete para isso. A solução? Ir ao planetário do Parque do Carmo, recém-aberto ao público.

“Eu sempre tive curiosidade de ir, pois morava muito perto e nunca havia frequentado”, revelou a estudante Caroline. Para Indira, a experiência foi muito boa também. “É maravilhoso! Eu fiquei muito encantada. O tempo passou bem rápido, de tão entretida que estava. Deu vontade de assistir a todas as sessões de uma vez”, completou a atriz e moradora da zona leste, onde está situada a atração.

Inaugurado há 12 anos, o planetário ficou fechado por 10 anos e reabriu no começo de maio. A sala tem capacidade para 216 pessoas sentadas e estrutura de 41 projetores periféricos, 109 lentes e 9 mil fibras ópticas. Ela é capaz de projetar estrelas, planetas e outros fenômenos astronômicos.

O objetivo da Prefeitura em construir o equipamento em Itaquera foi ausência de estruturas culturais na região. Os dados do Observatório Cidadão confirmam que o distrito não possui nenhum equipamento cultural voltado à sustentabilidade, no qual estaria incluído o planetário. Fora esse cenário, a cidade de São Paulo só possui dois equipamentos desta categoria, sendo que o outro, do Ibirapuera, fica a uma distância de 32 km e leva cerca de 1h30 se for utilizado o transporte público, como indica o serviço de mapas do Google.

As sessões do planetário duram em média 40 minutos e são divididas em categorias voltadas a públicos específicos. Entre os tipos de exibições existem algumas dedicadas à sonda espacial Cassini e ao telescópio Hubble, além de algumas missões da NASA. É possível também conhecer constelações por meio de observações do céu da cidade em diferentes estações do ano.

A estudante Letícia Marteli, 23, que mora em Bauru, no interior do estado, aproveitou uma visita à amiga que mora perto do parque da capital paulista para assistir a uma sessão no planetário. Segundo ela, a sala “muito bem organizada” e “aconchegante” estava vazia por conta da localização afastada do centro da cidade, se comparada ao planetário do Parque do Ibirapuera, por exemplo.

“O público tem aumentado aos fins de semana, como resultado dos eventos que realizamos no planetário do Carmo”, afirma a assessoria de imprensa da SMVA (Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente), que ainda reforça a média de 95 pessoas por sessão.

As senhas para as exibições ao público são entregues uma hora antes do horário das sessões e há espaços reservados para pessoas com deficiência física, idosos e demais públicos preferenciais. Os grupos escolares também podem realizar visitas acompanhados de seus professores mediante agendamento via e-mail.

“Em relação ao planetário do Carmo, o mesmo teve problemas de infraestrutura desde sua construção e por isso ficou fechado de 2006 a 2016 para reformas. Agora já está resolvido e em pleno funcionamento”, finaliza a SVMA.

“Todos os dias a gente tem o período da noite, mas nós, que moramos em metrópoles, muitas vezes não sabemos o que é realmente um céu realmente estrelado. É muito bonito de se ver!”, diz Indira extasiada.

Serviço:
End.: Rua John Speers, 137 – Itaquera – Parque do Carmo – São Paulo.
Tel.: (11) 2522-4669.
Gratuito.
Mais informações em www.prefeitura.sp.gov.br

 

Foto: Stella Dauer/ Flickr