Conselho de Saúde de Pinheiros defende que UBSs atendam moradores de fora

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​“A pessoa não se cuida para não faltar ao trabalho”, diz o químico e morador de Pinheiros, João Pedro Rosin, 57. Envolvido em atividades do Conselho Municipal de Saúde há 10 anos, Rosin defende a construção de mais unidades básicas de saúde (UBS) na área administrada pela Prefeitura Regional de Pinheiros, na zona oeste da capital paulista.
 
Para o químico, os postos de saúde não devem atender somente quem mora na região, mas também os trabalhadores que vêm, principalmente, das periferias. “Parte dos impostos vêm daqui e é o trabalhador que gera esse imposto”, argumenta.

A regional de Pinheiros possui cinco UBS para uma população de aproximadamente 294 mil habitantes​, algo que indica classificação baixa segundo o Observatório do Cidadão de 2016.

​Para beneficiar os trabalhadores locais, além de aumentar o número de unidades, seria necessário que elas aceitassem receber quem não é morador.

De acordo com informações de 2014 compiladas pelo Infocidade, banco de dados da Prefeitura de São Paulo, em Pinheiros mais de 650 mil pessoas trabalham em empregos formais nos setores do comércio, serviços, indústria de transformação e construção civil. A região é formada pelos distritos ​Jardim Paulista, Alto de Pinheiros, Itaim Bibi e Pinheiros.

Ketlen Lorraine dos Santos Rosa, 21, é uma delas . Moradora do Grajaú, distrito da regional Capela do Socorro, na zona sul, Ketlen é escalista de enfermagem para home care de planos de saúde no Itaim Bibi. Ela depende do SUS quando precisa de alguma consulta. “Eu acho que é importante ter postos nesses bairros nobres porque não é todo mundo que tem condições de ter um convênio médico”, comenta​.

 

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A situação do pronto-socorro da Lapa, localizado no Alto de Pinheiros, é outra reclamação de João Pedro Rosin. “O estado do prédio é precário e a nossa primeira exigência é uma reforma”. O conselheiro de saúde também defende a construção de outra unidade de saúde . “Construir um pronto-socorro perto do Terminal Pinheiros é bom por causa do fácil acesso de transporte público”, comenta Rosin.

Em relação ao número de leitos hospitalares, Pinheiros está acima da média. O Observatório do Cidadão indica que em 2016 havia 3.917 leitos em unidades públicas e privadas. A regional só perde para a Sé (6.897) e Vila Mariana (5.217). É em Pinheiros onde também estão localizados hospitais estaduais de referência como o Hospital das Clínicas, o Hospital de Transplantes, o Hospital de Infectologia Emílio Ribas e o Instituto do Câncer do Estado de São Paulo.

Além disso, a regional de Pinheiros possui os distritos com o maior tempo médio de vida. O Alto de Pinheiros ocupa a primeira posição com 79,67 anos. Em contrapartida, no distrito onde Ketlen vive a expectativa é 56. O Grajaú está atrás apenas do Jardim Ângela (54,77), na zona sul, Anhanguera (54,39), na zona noroeste, e Cidade Tiradentes (53,85), no extremo leste.

 

Foto: CEO Lapa II/ Priscila Pacheco