Prefeito regional da Sé quer revitalizar monumentos para atrair turistas

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Região concentra o maior número de patrimônios históricos da capital

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Prefeito regional quer revitalizar monumentos e atrair mais turistas para a Sé
Prefeito regional da Sé, Eduardo Odlak (Rafael Carneiro/Agência Mural)

Parte de um conjunto de obras do arquiteto italiano Luigi Brizzolara e inspirado na Fontana di Trevi, de Roma, a Fonte dos Desejos – Glória representa a música, a poesia e alguns personagens retratados em óperas do compositor brasileiro Carlos Gomes.

O monumento de mármore, bronze e granito, situado na Praça Ramos de Azevedo, no centro de São Paulo, é um dos que foram revitalizados recentemente, tendo o fornecimento de água e energia elétrica reestabelecidos. Atualmente ela está passando por novos reparos, com o apoio financeiro de empresários italianos.

“Há vários monumentos que estamos buscando parcerias para poder fazer uma boa manutenção e um bom uso”, afirma Eduardo Odloak, 45, prefeito regional da Sé.

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Segundo o administrador local, zelar por esse patrimônio é uma de suas metas, mas a prefeitura não tem condições de arcar com os cuidados necessários. A região, que engloba os distritos mais centrais da capital paulista, é também a que concentra a maior quantidade de monumentos e patrimônios históricos da cidade.

A revitalização dos monumentos é um dos orgulhos de Odloak nos primeiros meses de sua gestão. Ele acredita que recuperá-los e preservar também o entorno deles é simbólico.

“É claro que o fato das pessoas tomarem banho ou jogarem lixo no chafariz nos preocupa. Várias vezes tivemos que parar as bombas. Para melhorar isso, tem que haver mais segurança, por meio de vídeo-monitoramento e mais varrição de rua no local.” Os problemas citados acima foram o motivo para que gestões anteriores desligassem os chafarizes de São Paulo.

“Estamos buscando fazer com que esses símbolos sejam um polo de atração aqui na região. E nesse sentido acho que temos conseguido muito êxito para pouco tempo. E com ausência de recursos”, ressalta.

Outro patrimônio recuperado neste ano foi o Arco do Bixiga, chamado popularmente de “Arcos do Jânio”, em referência ao ex-prefeito Jânio Quadros. Erguido no início do século 20, seu objetivo era conter a encosta da rua Jandaia, no bairro da Bela Vista. O local sofria constantes deslizamentos com as fortes chuvas.

Em 2016, o ex-prefeito Fernando Haddad (PT) autorizou a grafitagem do local, e a atitude gerou um grande debate na cidade. Ao suceder Haddad, João Doria (PSDB), junto com a Prefeitura Regional da Sé, removeu as intervenções urbanas.

CALÇADAS

As calçadas são outro desafio para a administração da Sé. Boa parte da região é revestida com a chamada pedra portuguesa, que em muitos lugares formam desenhos.

Segundo Eduardo Odloak, esse tipo de calçamento é muito bonito, mas também é uma “bomba”. Em alguns lugares deram certo, mas em outros não. Onde deu, não há o nível de intervenção no solo que se tem aqui. Você tem aterramento de fios, buraco da Eletropaulo… Ele não é funcional”.

A administração regional está em conversa com a SP Urbanismo, que está desenhando um projeto de calçamento do centro. Além disso, está em contato com instituições que possam vir a ser parceiras dessa mudança. As calçadas da avenida Paulista, que em alguns pontos que mesclam a pedra portuguesa com o concreto, é uma boa referência, segundo Odloak.

Eduardo Odloak está na gestão da Sé desde o começo do ano (Rafael Cunha)

De acordo com a pesquisa Irbem, feita pela Rede Nossa São Paulo em parceria com o Ibope, a nota média dada para a qualidade das calçadas na região central é de 2,8, em uma escala que vai de 0 a 10.

“Manter o espaço público para o coletivo é o nosso grande desafio. Garantir que o centro se torne atrativo para investimentos e para o turismo também. Você não pode ceder um espaço da cidade para poucos ocuparem. Estamos falando de um lugar que não é só o centro de uma cidade, mas de uma mancha urbana de 20 milhões de habitantes”, ressalta.

DA MOOCA PARA A SÉ

Administrador de empresas e morador da Mooca [na divisa com a Sé], Eduardo Odloak é um militante antigo do PSDB. Filiou-se ao partido aos 18 anos e participou ainda jovem do Julad (Juventude Latino-Americana pela Democracia), criada pelo ex-governador de São Paulo, Franco Montoro.

Anos depois, já formado, Odloak entrou para a área pública. Na gestão Serra/ Kassab (2005 – 2008), ele foi chefe de gabinete na Subprefeitura – hoje Prefeitura Regional – da Mooca, e em pouco tempo tornou-se o subprefeito. Era o mais jovem a ocupar o cargo na época. Odloak ainda trabalhou na Emplaza (Empresa Paulista de Planejamento Metropolitano), onde colaborou para a formalização da Região Metropolitana de São Paulo.