Eleitores reclamam de desorganização durante escolha dos novos conselheiros participativos

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Locais fechados antes do horário, ausência de lista de presença e falta de acessibilidade foram algumas das reclamações

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Eleitores não puderam votar nos candidatos do distrito onde moram (Senado Federal)

As eleições para o Conselho Participativo Municipal, que aconteceram no último domingo (3) transcorreram em meio a vários problemas, principalmente em relação à desorganização. Promovida pela Prefeitura de São Paulo, a atual gestão teve pouco mais de três meses para se preparar para o dia da votação.

Uma das grandes dificuldades apontadas pelos eleitores foi a de que eles não puderam votar nos candidatos do distrito onde moram porque o registro eleitoral junto ao TRE (Tribunal Regional Eleitoral) sinalizava que o local de votação era em outro distrito.

Além disso, por lá não haviam listas com candidatos de todos os distritos da cidade afixadas. O problema foi relatado em vídeo na página do Conselho Participativo no Facebook por Carlos Alexandre, da Associação Vila Leopoldina.

“Moradores da Vila Leopoldina, que tinham Perdizes como local de votação, não puderam votar no candidato do distrito que moram. Corre o risco dessas pessoas, que não escolheram candidato do distrito em que ela vota, terem seu voto cancelado.”

“Eu sou candidata pelo distrito de Santa Cecilia, mas voto no Sacomã, e por lá a votação foi em papel. Eles disponibilizaram somente os números dos candidatos desse distrito, mas votei em mim. Não sei se vão anular ou não. Só saberemos depois”, relatou a internauta Aya Saito.

O fechamento dos locais de votação antes do horário previsto, a falta de uma lista de presença, lugares sem acessibilidade, os votos em cédula de papel e em alguns lugares com as cédulas antigas, também estiveram entre as reclamações dos membros do grupo no Facebook.

A ausência de listas de presença nos locais de votação pode ter gerado problemas graves, como o de eleitor que votou duas vezes.

Segundo Victor Zacharias, conselheiro de Saúde na Vila Mariana, houve relatos de casos desse tipo em um grupo do qual ele faz parte no Whatsapp.

“Constatei agora, pessoalmente, que é sim possível votar mais de uma vez. Eu já havia votado na prefeitura regional do Butantã e fui agora em outro endereço de votação, a Escola Municipal da Vila Sônia. Quando recebi ‘ok’ para votar, me apresentei como candidata, disse que estava fazendo um teste se de fato essa prática era possível. Lógico que eu acabei não votando novamente”, disse um dos membros do grupo.”

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Segundo Zacharias, a desorganização das eleições para o Conselho Participativo Municipal piorou muito desde a primeira, em 2013, e isso está relacionado ao quanto a prefeitura está disposta a pagar aos seus parceiros, seja TRE ou Prodam.

“A primeira eleição foi toda eletrônica. Já a segunda, em 2015, foi mais complicada até porque a prefeitura não tinha dinheiro”, lembra o conselheiro de saúde.

Procurado pela reportagem, o coordenador do Conselho Participativo Municipal, Celso Henriques, afirmou que também está procurando respostas para os problemas que aconteceram.

“Mandei e-mail para os prefeitos regionais para saber o que de fato ocorreu. Problemas estruturais são de responsabilidade da Prodam, a empresa contratada pela prefeitura. Para mim, a eleição transcorreu normalmente”, ressaltou Henriques.

Ainda segundo o coordenador, quase 900 pessoas se candidataram e 18.506 eleitores foram às urnas.