5 prefeituras regionais que têm tantos moradores quanto um país inteiro

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É o caso de Barbados, na América Central, com população similar à de Pinheiros, na zona oeste: cerca de 290 mil pessoas

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Barbados, na América Central (Loozrboy/CC-BY)

Cada prefeitura regional de São Paulo equivale literalmente a um país. Ao menos na quantidade de habitantes.

Com 12,1 milhões de habitantes, a capital paulista tem mais gente do que mais de 150 dos cerca de 230 países do mundo. Assim, cada uma das 32 prefeituras regionais é responsável por prestar serviços para populações similares a de países inteiros.

A seguir, veja cinco comparações entre áreas das prefeituras regionais paulistanas e países do mundo que somam quase o mesmo número de pessoas em seus territórios.

1. Mooca e Islândia

A italiana Mooca, no centro-leste de São Paulo, e a fria Islândia tem quase o mesmo número de habitantes: cerca de 340 mil. No entanto, a ilha gelada no norte da Europa tem muito mais espaço: são 103 mil km², contra apenas 35,2 km² da prefeitura paulistano. Lá, a maioria da população vive nos arredores da capital, Reikjavic. Em dezembro, o país chega a ter apenas cerca de quatro horas de sol por dia. Já em junho, quando é verão, a luz do dia pode durar mais de 21 horas.

Os dois locais têm apostado no turismo e lazer nos últimos anos. A ilha passou a receber mais visitantes depois de 2010, como forma de ajudar a recuperar sua economia, uma das mais atingidas pela crise de 2008. Já a Mooca ganhou recentemente vários restaurantes, cafés e eventos noturnos, que levaram mais paulistanos a irem se divertir por lá.

2. Pinheiros e Barbados

Barbados, na América Central, tem população similar à de Pinheiros, na zona oeste: cerca de 290 mil pessoas. Os dois lugares são procurados como endereços de empresas financeiras. Aqui, pelo prestígio de ter como endereço a avenida Brigadeiro Faria Lima. Lá, como opção de sede offshore para companhias que buscam pagar menos impostos (ou ocultar recursos).

A ilha tem tamanho equivalente a um terço da cidade de São Paulo. Colonizada pelos ingleses, se tornou independente em 1966. A produção de açúcar e de rum sempre foi parte importante de sua economia. Pinheiros também têm ligação forte com a alimentação: no século passado, era referência na venda de produtos agrícolas, como lembra o nome do largo da Batata, e atualmente tem uma grande oferta de bares e de restaurantes, cuja abertura cresceu depois da chegada das estações de metrô na região, a partir de 2010.

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3. Capela do Socorro e Luxemburgo

Luxemburgo, pequeno país da Europa, e Capela do Socorro, uma das maiores prefeituras regionais da cidade, no extremo sul da capital paulista,  abrigam cerca de 594 mil habitantes cada um. E ambos já pertenceram a outros “donos”. O país já foi parte da Holanda até o século 19 e, durante a Segunda Guerra, foi dominado pela vizinha Alemanha. Luxemburgo significa “Pequeno castelo” e é o único grão-ducado do mundo, governado por um monarca.

Os alemães também já se interessaram pela região paulistana. Ainda no século 19, uma colônia deles se estabeleceu na região do Socorro. Na época, a região pertencia ao antigo município de Santo Amaro, absorvido pela capital em 1935. Nesta mesma época, foi construída a represa Billings, que ocupa boa parte do local. Suas margens abrigam clubes, áreas de proteção ambiental e também moradias irregulares.

4. M’Boi Mirim e Suriname

Suriname e M´Boi Mirim tiveram momentos-chave de sua história em anos próximos. Ambos foram ocupados inicialmente por colonizadores no início do século 17. No fim da década de 1960, a região do M’Boi passou a receber uma grande leva de moradores, muitos deles trabalhadores das fábricas de Santo Amaro que daria origem a bairros como Jardim ngela e Jardim São Luís. Na mesma época, em 1975, o Suriname se tornou independente da Holanda.

Este país sul-americano fica ao norte da Amazônia e faz fronteira com o Brasil. Quase do tamanho do Ceará, o Suriname enfrenta uma grave crise econômica. Em 2016, o PIB do país encolheu 10,4%, devido à queda no preço internacional dos minérios. Já na prefeitura regional paulistana, iniciativas culturais locais convivem com indicadores sociais ruins, como alto número de gravidez na adolescência, e o trânsito na estrada do M´Boi Mirim, que costuma travar nos horários de pico.

5. Pirituba/Jaraguá e Brunei

No final do século 19, os ingleses instalaram uma estação de trem em Pirituba e Jaraguá, na zona norte de São Paulo, e assumiram o controle de Brunei, nação no sudeste asiático que foi governada pela mesma família durante seis séculos.

A estação de trem estimulou o povoamento da região, que em breve receberá mais moradores: um enorme terreno até então vazio receberá 7.300 apartamentos. Pirituba, por exemplo, aguarda a construção de uma nova ponte em direção à Lapa.

Já o Brunei se tornou independente dos ingleses por completo em 1984, mas segue sob comando do sultão Hassanal Bolkiah há 49 anos. O país depende da produção de petróleo e aplica uma versão radical da xaria (conjunto de leis islâmicas), que prevê apedrejamento por adultério e corte das mãos em caso de roubo.

Veja na galeria imagens das regiões retratadas:

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