Córregos da Brasilândia têm mato alto, ratos e até cobras

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População reclama da falta de manutenção adequada; prefeitura afirma fazer limpeza periódica

O córrego do Bananal também deságua no piscinão do Bananal (Cleber Arruda/32xSP)

“Os ratos aqui parecem uns cangurus pulando, de tão grandes”, brinca o estudante Leonardo Santana Viana, 22, sobre os animais que saem do mato alto no entorno do córrego do Canivete, no bairro do Jardim Damasceno, zona norte de São Paulo.

Já a sua vizinha, a dona de casa Maria Virginia Santos, 72, diz que além dos ratos “enormes”, tem cobras no local. “A mulher estava passando por perto do córrego quando viu a cobra e pulou gritando. É comum elas aparecerem por aqui”, conta.

Os moradores creditam o surgimento de cobras e ratos ao mato alto no entorno do córrego do Canivete, um dos quatros que desaguam no Piscinão do Bananal, na região da Brasilândia. Segundo Maria, a última limpeza do mato, que ela recorda, aconteceu há mais de 6 meses. “Quando vem o prefeito regional ou algum político, limpam tudo. Nessa época, fica assim, esse matagal com esse mau cheiro”.

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Localizado ao longo da rua Hugo Ítalo Merigo, no meio do Parque Linear do Canivete, o córrego tem as margens cheias de lixo e até entulhos. “Se chover muito forte, transborda. Não como antigamente, mas ainda alaga a rua”, diz Viana.

No bairro vizinho, o Jardim Vista Alegre, os problemas são bem parecidos com o córrego do Bananal, outro que também deságua no Piscinão do Bananal. Às margens é possível encontrar montanhas de terra, entulho, sucatas e peças de carros velhos abandonados. Cachorros e pessoas caminham próximos do riacho com mau cheiro intenso.

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“Os ratos são do tamanho de gatos aqui, além de mosquitos nesta época. O problema é que tem muito lixo e entulho nas margens do córrego”, conta o motorista Henrique Dantas, 21, morador da região.

Apesar de todos esses problemas os moradores comemoram a solução de algo que os atormentavam antes do piscinão: as enchentes na região. “Agora, mesmo com essas chuvas que vieram não alagou por aqui. Antes, alagava que a água passava por cima dos carros”, lembra a dona de casa Ana Lucia Rodrigues dos Santos, 48, moradora da rua Tico-Tico do Campo, onde está o córrego.

O Piscinão do Bananal, reservatório que recebe o volume de chuvas dos córregos do Canivete, Bananal, Onça e Carumbé, também apresenta sinais de falta de manutenção, como mato alto e lixo no entorno.

Procurada, a Prefeitura Regional da Brasilândia/Freguesia afirma que realiza semanalmente a limpeza manual e mecanizada dos córregos citados, atendendo também o Projeto Córrego Limpo, retomado pela atual gestão com o objetivo de recuperar córregos e a qualidade da água dos mananciais.

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“O entorno do Córrego do Canivete faz parte da área de atuação do programa de controle de roedores da UVIS Freguesia do Ó, na zona norte, que realiza periodicamente ações de controle com aplicação de rodenticidas, sempre que tecnicamente indicado e logisticamente possível.”

Ainda conforme explica a nota, “poda e roçagem do Parque Linear Canivete foram iniciadas na segunda-feira, 15, e serão concluídas até o fim do mês. Sobre os carros velhos e sucatas, realizaremos uma vistoria até o fim do mês e, caso haja necessidade,  daremos sequência ao processo de fiscalização da área”.

ESGOTO VAZANDO

Durante a visita à rua Hugo Ítalo Merigo, no Jardim Damasceno, na última segunda-feira (15), a reportagem também encontrou o vazamento da rede de esgotos da Sabesp no local. Moradores afirmam que a situação tinha mais de uma semana.

Em nota a Sabesp informou que a tubulação entupiu por “mau uso da rede coletora de esgoto, que continha diversos itens que deveriam estar no lixo”. A companhia afirma que a desobstrução foi realizada na última terça-feira (16), assim como, a limpeza dos postos de visita e enviou um alerta à população:

“É importante que todos colaborem para o bom uso da rede com gestos simples, como: a instalação da caixa de gordura e limpeza com frequência; limpar os restos de comida e jogar no lixo antes de lavar a louça; não jogar bitucas de cigarro, fio dental, absorventes, preservativos e pedaços de pano no vaso sanitário ou no ralo da pia; não ligar as calhas de água de chuva às redes de esgotos; entre outros. Em caso de dúvidas relacionadas à rede de esgoto, o cliente pode entrar em contato com a Sabesp pela Central de Atendimento, no número 0800 055 0195. A ligação é gratuita”.

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