5 passos para quem (ainda) não se matriculou na rede pública de ensino

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As matrículas podem ser feitas a qualquer momento e durante o ano todo, principalmente para alunos transferidos de outras escolas. Veja o que fazer.

Escola estadual Rodrigues Alves, no distrito da Bela Vista (Reprodução)

O novo ano letivo da rede pública de ensino já deu as caras. Os alunos das escolas estaduais retornaram às salas de aula na última quinta-feira (01), enquanto os estudantes da rede municipal regressam nesta segunda (05).

A reportagem do 32xSP conversou com a professora Andréa Grecco, diretora do Núcleo de Gestão de Rede Escola e Matrícula (NRM), para explicar como funciona o processo das matrículas.

O NRM faz parte do Departamento de Planejamento e Gestão de Rede Escolar e Matrícula, da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo, e é o setor responsável por organizar os processos de matrículas de todas as escolas do Estado.

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Atualmente, a rede pública estadual conta com 5.143 escolas regulares, 607 escolas de tempo integral e mais de 3,7 milhões de alunos matriculados, do primeiro ano do ensino fundamental até o último do ensino médio.

Aos retardatários, segundo alerta Andréa, é importante lembrar que as matrículas podem ser feitas a qualquer momento e durante o ano todo, principalmente para alunos transferidos de outras escolas públicas ou da rede particular.

1- O aluno será enviado para escola mais próxima do endereço informado:

“Qualquer pessoa que quiser uma vaga na rede pública, estadual ou municipal, precisa procurar uma escola pública e fazer a inscrição. Na hora que a pessoa for fazer a inscrição, ela precisa atualizar o endereço, pois toda matrícula é feita por georreferenciamento e por endereço. Em seguida, encaminha o aluno para uma escola próxima do endereço que foi informado. Pode ser o endereço residencial ou um endereço indicativo, por exemplo, o meu aluno fica com a avó durante o dia, então esse é o endereço que deve ser informado, assim buscamos uma vaga para esse aluno próximo a esse endereço”.

2- A quantidade de vagas varia de escola para escola:

“A quantidade de vagas é feita pelo tamanho da escola, pelo número de classes que a escola pode atender. E também pelo tipo de atendimento que ela pode oferecer. A gente tem em média 30 alunos por classe em anos iniciais, 35 nos finais, 40 no ensino médio e 45 no EJA (Educação de Jovens e Adultos). Isso não é um padrão, depende de cada escola e região.”

3- Alunos da rede particular não têm preferência na matrícula:

“Primeiro a gente acomoda todos os alunos que têm continuidade da escola. Se sobrou vaga, a gente atende quem não estudou nessa escola no ano anterior ou quem vem da rede particular. Mas, primeiro, atendemos a todos os alunos da rede pública. Inclusive temos parceria com a prefeitura, então o aluno que está na rede municipal e quer continuar os estudos numa escola pública, ele é o primeiro atendido, pois temos que atender primeiro de escola pública para escola pública. Não existe nenhuma preferência para escola particular. Nos últimos anos, não houve aumento no número de alunos da rede particular que passaram a estudar na pública.”

4- A escolha de uma escola específica para matricular um aluno, caso não seja a mais próxima:

“Alguns pais insistem em matricular os filhos em alguma escola, mas nem sempre temos vagas nessa escola. Eles escolhem muitas vezes por acreditarem que o ensino é melhor ou porque a escola faz parte do trajeto de trabalho deles. Temos muita demanda em escolas mais centrais, pois os pais trazem os filhos para estudar mais próximo do trabalho. Por exemplo, muita gente que vem da zona sul para estudar na escola Rodrigues Alves, que fica na Paulista, pois tem fácil acesso e muitos pais trabalham ali na região.”

5- Documentos para levar no dia da matrícula:

“Quando os pais vão fazer a inscrição, não é obrigatório, mas é importante levar documento de identidade e comprovante de endereço. Apesar de ser auto declaratório, alguns endereços são difíceis de escrever e/ou soletrar, então com os documentos a precisão é maior.”

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