Prefeitura aumenta faixas de ônibus em 177%, mas corredores não avançam

04/08/2016 21:30 | Atualizado: 08/05/2019 14:25
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construção de corredores é a meta número 93 no Programa de Metas 2013-2016 dos quais estava prevista a construção de 150 km de novos corredores

Em 1980, o corredor Paes Barros, na zona leste, com seus 3,9 km de extensão foi o primeiro a ser implantado com o objetivo de melhorar o tráfego de ônibus e diminuir o tempo de deslocamento dos passageiros. Mais de três décadas depois, intensificados a partir de 2013, a cidade de São Paulo conta com 10 corredores.

Três deles, porém, foram inaugurados nos últimos três anos: o corredor Berrini, o corredor Ponte Baixa, e a extensão do corredor Santo Amaro – Nove de Julho – Centro, nas avenidas Cidade Jardim e Nove de Julho, que somam quase 9 km. Existem hoje 129,65 km corredores exclusivos.

A construção de corredores é a meta número 93 no Programa de Metas 2013-2016 dos quais estava prevista a construção de 150 km de novos corredores. Instalados à esquerda, eles possuem paradas maiores e não compartilham a via com veículos que realizam conversões nos cruzamentos. Os táxis também podem usar o corredor (desde que estejam com passageiros) e veículos de passeio em horários específicos.

No entanto, apenas 52,1% deles foram inaugurados, conforme dados do Ciclo Participativo de Planejamento e Orçamento (CPPO), o Planeja Sampa, plataforma que acompanha as metas organizada pela Secretaria Municipal de Planejamento, Orçamento e Gestão. São 56 km de corredores concluídos ou em obras, mais 55,5 deles são contratados e outros 57,7 em licitação ou licenciamento.

De acordo com dados do Irbem (Indicadores de Referência de Bem-Estar no Município), divulgados neste ano pela Rede Nossa São Paulo em parceria com o Ibope, 71% dos entrevistados disseram que usam ônibus como meio de transporte diário na cidade. No estudo anterior, no entanto, esse número não passava de 68%.

Além dos corredores, foram implementadas também as faixas exclusivas para ônibus, à direita das ruas e avenidas. Elas fazem parte da “Operação Dá Licença para o Ônibus” e já somam 416 km, das quais 326 deles foram implantados na atual gestão municipal. O que representa 117% a mais do que na meta proposta.

Em extensão

Atualmente em obras de prolongamento, o corredor Campo Limpo – Rebouças – Centro, na região sudoeste da capital, foi criado em 2004 e por ele passam mais de 400 mil passageiros diariamente, segundo informações da Secretaria Municipal de Transporte. A via dá acesso aos usuários do distrito do Campo Limpo e de municípios da Grande São Paulo como Taboão da Serra e Embu das Artes à região central. Thainar Nascimento, 24, moradora do Taboão da Serra diz que sempre precisou utilizar o corredor. “O corredor é um adianto para quem usa ônibus porque a locomoção se torna mais viável”, destaca.

Em obras entre a rua Canio Rizzo, na região do Pátio Vila Sônia do metrô, e o Largo do Taboão, serão mais 3 km de extensão no corredor, que já conta com 13,8 km.  “Das sete da manhã, até umas nove, é praticamente impossível não ficar no trânsito nesse trecho. As obras vão melhorar esse fluxo”, afirma Thainar.

É o que também destaca a SPTrans, em nota, ao esclarecer que “a obra vai permitir maior fluidez ao tráfego de ônibus e de carros em geral na avenida, ao evitar o entrelaçamento de veículos com a mudança de faixas, diminuindo o tempo de viagem do transporte coletivo”.