Tempo médio de vida em S. Miguel Pta. permanece abaixo da média da cidade

02/09/2016 20:13 | Atualizado: 28/10/2016 14:45
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A subprefeitura de São Miguel Paulista, zona leste da capital, vem registrando aumentos consideráveis no tempo médio de vida dos moradores. É o que aponta o Observatório Cidadão, da Rede Nossa São Paulo. Em 2006, quando teve início o estudo, a idade média atingida pelos moradores da subprefeitura era de 58,5 anos. Em 2013, ela já…

A subprefeitura de São Miguel Paulista, zona leste da capital, vem registrando aumentos consideráveis no tempo médio de vida dos moradores. É o que aponta o Observatório Cidadão, da Rede Nossa São Paulo. Em 2006, quando teve início o estudo, a idade média atingida pelos moradores da subprefeitura era de 58,5 anos. Em 2013, ela já registrava média de 61,55 anos, tendo subido para 63 anos em 2014, pico histórico do indicador. No ano passado teve uma pequena oscilação negativa e a média foi de 62,2 anos.

O aumento verificado na última década acompanha a tendência da cidade como um todo, que registra crescentes anuais no tempo médio de vida desde 2006, mesmo que em ritmo mais lento. A média registrada em 2015 para São Paulo foi de 66,51 anos, posicionando a subprefeitura de São Miguel abaixo da média da cidade.

Além das médias calculadas para cada subprefeitura, a Rede Nossa São Paulo também calcula o fator de desigualdade, índice que busca mostrar a diferença entre a subprefeitura melhor colocada e a pior colocada na cidade. Em 2015, o tempo médio de vida dos moradores da subprefeitura de Pinheiros, primeira colocada neste indicador, foi de 78,87 anos, enquanto na Cidade Tiradentes, última do ranking, de 53,85. O fator de desigualdade no mesmo ano foi de 1,46, o segundo maior registrado desde 2011.

Para Magali Ramalho, 53, funcionária pública e moradora de São Miguel, a melhora do índice no bairro está relacionada a melhores condições de acesso à educação, saúde e emprego. “Acho que antes era menor devido à dificuldade de acesso à educação e à saúde, e também à própria pobreza mesmo. A maioria dos moradores são migrantes nordestinos, que durante muito tempo só tiveram acesso a empregos braçais.”

Magali acrescenta ainda que são esses mesmo fatores, ou seja, a infraestrutura do bairro que gera a grande diferença entre o indicador de São Miguel e o de Pinheiros. “Quem mora em Pinheiros têm poder aquisitivo maior e acesso aos serviços mais fáceis… Tudo é centralizado lá. Hospitais, faculdades e empregos”.