População da Vila Medeiros, na zona norte, cai 16,8% em 20 anos

06/09/2016 12:06 | Atualizado: 11/10/2018 17:31
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O número de residências também diminuiu de 40.283 para 39.323

Segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e da Prefeitura de São Paulo, o bairro da Vila Medeiros, situado na subprefeitura de Vila Maria/ Vila Guilherme, possuía no início da década de 80, cerca de 160 mil moradores. Passados 36 anos, a região “diminuiu” e sua população caiu para 135 mil pessoas, um decréscimo de 16,8%. O número de residências também “caiu” de 40.283 para 39.323, e essa redução de moradores foi um dos pontos que nortearam a nova lei de zoneamento da cidade.

Sancionada pelo Prefeito Fernando Haddad (PT), a lei deverá valer por 13 anos e definirá o que pode ser construído e que tipo de atividade poderá existir em cada rua da cidade. Com a sanção, o novo projeto urbanístico da cidade prevê mais áreas mistas (que juntam residência e comércio), prédios mais altos nas grandes avenidas com estrutura de transporte e mais terrenos voltados à construção de moradias para a população de baixa renda – previstas inclusive em áreas verdes da cidade.

Para o presidente da Associação Reivindicativa e Assistencial da Vila Medeiros (Assoravim) e membro do Conselheiro Participativo Municipal da Subprefeitura local, Edson Tadeu Marim, a nova lei poderá contribuir para a retomada do crescimento do bairro, “não só no comércio, como também no surgimento de novas casas e prédios. Com isso, teremos novos moradores, fazendo com que o bairro volte a se desenvolver”.

De acordo com a Pesquisa Irbem 2015, a nota dada pelos moradores que vivem na zona norte, onde está a subprefeitura da Vila Maria/ Vila Guilherme, foi de 4,5, a mais baixa em comparação às outras regiões da capital paulista.

Fundada em 1912, a partir da compra, de 68 alqueires de terra feita pelo português Francisco de Medeiros Jordão, a região possui uma área de 7,7 Km², e abrange os bairros da Vila Medeiros, Vila Sabrina, Vila Ede, Vila Munhoz, Jardim Brasil, Jardim Guançã e Jardim Julieta.

Para Marim, que mora no bairro há 50 anos, “a queda de moradores na região se deu pelo encarecimento do metro quadrado do local, fazendo com que os imóveis ficassem com valores mais altos. De contra partida, estas mesmas famílias que saíram daqui e migraram para Guarulhos devido ao custo ser mais baixo e também por ser próximo daqui”, conta. Atualmente, o município de Guarulhos é o segundo mais populoso do estado e o 13º do país, com cerca de 1,3 milhões de habitantes.

Foi essa “facilidade”, que levou a administradora de empresas, Thalita Mara Moreira dos Santos, 32, a se interessar pela região. “Consegui realizar a compra do meu apartamento via plano direto, e financiamento só começou depois que o prédio ficou pronto”, diz.

Moradora há dois anos do município, a educadora, Ana Claudia Teixeira Muniz, 37, acredita que “a região de Guarulhos tem suas peculiaridades e é diferente no quesito interior de ser. Na padaria não tem fila, e as pessoas se cumprimentam nos lugares, na rua e no ponto de ônibus. É uma cidade que precisa muito se organizar estruturalmente, e o trânsito é muito complicado, porém os lugares são próximos”, finaliza.

*Foto: Eduardo Micheletto