Moradores reclamam da falta de acessibilidade para deficientes físicos no Itaim

29/09/2016 12:53 | Atualizado: 19/10/2016 15:11
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O Clube Escola Vila Curuçá, localizado na subprefeitura do Itaim Paulista, extremo leste de São Paulo, é um local público que oferece diversas atividades para saúde, bem-estar e lazer de muitos jovens. Mas esta promoção é limitada aos cadeirantes, já que o espaço não possui rampas de acesso a eles. O Clube Escola é só…

O Clube Escola Vila Curuçá, localizado na subprefeitura do Itaim Paulista, extremo leste de São Paulo, é um local público que oferece diversas atividades para saúde, bem-estar e lazer de muitos jovens. Mas esta promoção é limitada aos cadeirantes, já que o espaço não possui rampas de acesso a eles.

O Clube Escola é só um exemplo da falta de acessibilidade para os deficientes na região. Nas ruas, calçadas desniveladas, valetas irregulares, buracos, pedaços de concretos soltos, raízes de árvores levantadas são algumas das situações encontradas por aqueles que precisam fazer uso das ruas para se locomover. Outro lugar sem acessibilidade é o entorno da sede da subprefeitura. Os postes e as árvores atrapalham, principalmente, a circulação dos cadeirantes.

De acordo com um relatório fotográfico fornecido pela Coordenadoria de Obras da Subprefeitura, neste ano, apenas 11 vias passaram por obras no Itaim Paulista. Entre elas estão: a avenida Nordestina, a rua: Guaraita, a rua Guarapiranga, a rua Felizardo Ribeiro, a rua Barão de Almeida Valin, a  rua Diego Sande e rua Teodoro Bernardo do Nascimento. Embora ainda haja mais dois lugares em obra, como a rua Itajuibe e a avenida Flamingo, o número de vias reparadas ainda é baixo.

Carlos Antônio de Macedo é cadeirante e morador do Itaim Paulista
Carlos Antônio de Macedo é cadeirante e morador do Itaim Paulista

O morador Silvino Santos, 45, que é cego, alega que “outro ponto crucial na região é a falta de pisos táteis nas calçadas largas e de grande circulação, e nos centros comerciais. Chega ser incabível e ilusório acreditar que há apenas deficientes visuais na avenida Paulista, já que lá é tido como um modelo para a prefeitura”.

“Mas, a acessibilidade física não está centrada apenas na locomoção pelas ruas e vai muito além disso”, esclarece o presidente da Associação Pidpei, Carlos Antônio de Macedo, que por 12 anos precisou da ajuda dos companheiros de trabalho para levantar a sua cadeira de rodas, enquanto foi funcionário do Clube Escola Vila Curuçá

De acordo com a Pesquisa IRBEM 2016, a acessibilidade para pessoas com deficiência nos espaços de uso público recebeu uma nota média de 3,7, a mais baixa se comparada aos três anos anteriores. Já a acessibilidade nas calçadas recebeu a nota 3,1.

 

 

Foto: Portal PBH