Número de equipamentos públicos esportivos caiu em 5 subprefeituras da zona norte

18/10/2016 16:21 | Atualizado: 19/10/2016 14:57
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Quando o assunto é esporte, os moradores da subprefeitura da Freguesia do Ó/Brasilândia têm o que comemorar. A região lidera o número de equipamentos públicos esportivos na zona norte. Realidade, no entanto, que não se aplica às demais. Formada pelo distrito homônimo, os 407 mil moradores têm acesso a 24 centros públicos voltados ao esporte…

Quando o assunto é esporte, os moradores da subprefeitura da Freguesia do Ó/Brasilândia têm o que comemorar. A região lidera o número de equipamentos públicos esportivos na zona norte. Realidade, no entanto, que não se aplica às demais.

Formada pelo distrito homônimo, os 407 mil moradores têm acesso a 24 centros públicos voltados ao esporte — dois a mais do que em 2014. Marca essa que os tornam detentores das melhores médias em toda a cidade, de acordo com o Observatório Cidadão. Se comparada às subprefeituras localizadas no mesmo território, a quantidade é quase cinco vezes superior às demais.

Embora tenha ocorrido um aumento, de 4 para 6, a subprefeitura do Jaçanã/ Tremembé, no entanto, amarga a lista entre as piores. A última colocação fica com a Casa Verde/Cachoeirinha, que contava com 9, em 2014, e diminuiu para 4, em 2015. É a taxa mais baixa não apenas na zona norte, mas entre todos os “pequenos municípios”. Em 2010, o contexto ainda era mais alarmante: não continha sequer um equipamento esportivo público.

Bruna Rosa Couto, 29, que nasceu e cresceu no Jardim Paquetá, em Pirituba, lamenta a encolha. “Na infância eu costumava frequentar o Centro Esportivo Pirituba. Devem aumentar o número de espaços [esportivos], não diminuir”, afirma a estudante de gestão financeira. Pirituba se encontra na média, mas sofreu uma redução de 6 para 4, enquanto a vizinha Perus, mesmo obtendo a mesma queda, está entre as piores.

No mesmo período, Santana/ Tucuruvi perdeu um centro de esporte e se inclui no rodapé da lista. Por outro lado, a Vila Maria/Guilherme, que tinha 13 equipamentos, em 2014, baixou para 10, mas está acima da média, no ranking geral.

De acordo com o site Planeja Sampa, como parte do Programa de Metas (2013-2016) estava prevista a construção de cinco CEIs (Centros de Iniciação Esportiva). No entanto, apenas 22% da “promessa” foi cumprida. Ainda conforme o Planeja Sampa, que monitora o cumprimento das metas, “o CIE teve a sua competência transferida à Siurb-Edi para licitação e construção de quatro unidades com local definido e fonte de financiamento garantida”. Elas serão instaladas nas subprefeituras de Freguesia do Ó/Brasilândia, Campo Limpo, Lapa e Vila Prudente.

Já segundo a Pesquisa Iberm 2016, a satisfação média em relação à proximidade de equipamentos públicos para atividades de esporte, caiu de 4,8 para 4,6, em 2015.

Procurada, a Secretaria Municipal de Esporte e Lazer divulgou uma lista com a relação de dos 12 Centros Esportivos municipais sob a alçada da pasta. São eles: CE Vila Maria, CE Pirituba, CE Jardim São Paulo, CE Vila Brasilândia, CE Vila Guilherme, CE Santana, CE Jardim Cabuçu, CE Mandaqui, CE Casa Verde, CE Taipas, CE Juscelino Kubistchek e CE Tietê.

“No caso do CE Tietê, ele já pertencia à SEME anteriormente, mas só foi aberto ao público nesta gestão. Cabe explicar que aqueles que deixaram de existir em 2016 é porque se tornarão CEUs, portanto além de local para prática de esportes terão também agregados a educação e a cultura”, afirmou a pasta.

 

Foto: Fernando Pereira/ Secom