Parque Linear é tema central de audiência sobre orçamento no Butantã

23/07/2018 15:10 | Atualizado: 10/08/2018 15:22
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Mais populoso até agora, encontro regional do plano orçamentário da cidade contou com presença de 300 pessoas na última quinta-feira (17), na zona oeste

Espaço no CEU Butantã não suportou público (Julia Reis/32xSP)

O direito à moradia foi o tema central da audiência pública sobre plano orçamentário (PLOA) realizada no Butantã, na zona oeste da capital paulista, na última quinta-feira (19). Além da temática da habitação, as discussões envolveram temas rotineiros como saúde e educação.

O 32xSP está acompanhando regionalmente as audiências públicas orçamentárias, que acontecem desde o dia 17 e seguem até 26 deste mês em todas as prefeituras regionais de São Paulo.

Segundo a assessoria técnica sub-regional, a audiência no Butantã foi a mais populosa até agora, com cerca de 300 participantes — o número é seis vezes superior à quantidade de pessoas que estiveram nos últimos encontros cobertos pela reportagem.

No Butantã, houve, no entanto, um boicote de grupos de moradores que se recusaram assinar a lista de presença. Por este motivo, não foi possível definir o número exato de pessoas no evento.

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Segundo Silvia Nagata, 37, “o descaso de décadas dos políticos para com a região contribuiu para que as pessoas ocupassem os espaços públicos”.

A moradora da região do Rio Pequeno, um dos cinco distritos locais, afirma que o Parque Linear, por exemplo, está há seis anos sem receber devida atenção. O que acarretou em movimentos de moradia ocuparem o terreno público, até o momento sem utilidade.

A expectativa da audiência foi cumprida, mas os moradores ainda esperam resultados.

Dona Maria de Jesus, 59, por exemplo, mora na ocupação Divina Luz com seus dois filhos. Em sua primeira audiência pública, ela ficou mais esperançosa a partir do que viu.

“A gente vem de longe participar para termos um cantinho para pelo menos viver em paz”, salienta a doméstica.

Porém, já na sua oitava presença marcada, o representante da Associação de Moradores da Raposo Tavares e Elidia Maria Freitas, Cristiano de Farias, 41, enfatiza que esse ano “foi diferente dos demais”.

Moradores da ocupação Divina Luz em diálogo com os representantes da sub-regional (Julia Reis/32xSP)

Mesmo assim, eles sentem que nunca veio verba de habitação para a região do Butantã pois depois de muito tempo, nunca viram resultado.

A prefeitura regional, em contrapartida, declarou “que conhece os problemas de cada um”. “É obrigação da equipe em manter o melhor para todos”, disse, quando falava sobre moradia.

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A pasta afirmou ainda esperar que, até a audiência pública do ano que vem, a deficiência habitacional já esteja minimizada.

“A prefeitura tem cumprido seu papel em conversar com a população para que possamos fazer um planejamento orçamentário dentro do cabível”, destacou o coordenador de governo local, Antonio Fontinelli, que reforça a presença dos orçamentos nos dados abertos da prefeitura e garante transparência na gestão.

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